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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O conhecimento aumenta — a saúde diminui

Dizem que o conhecimento médico dobra a
cada dez anos. De acordo com o sistema médico,
sabemos hoje 16 vezes mais sobre o corpo humano —
e sobre como tratar as doenças — do que há 50 anos Então, por que há tanta gente doente? Por que tantas doenças graves estão se tornando mais comuns? Por que tantos morrem cedo?




Eis as respostas:
- a qualidade dos alimentos que consumimos está deteriorando ano após ano. A alimentação moderna é gordurosa demais e cheia de produtos químicos;

- a água que bebemos não é boa para consumo;

- o ar que respiramos está geralmente poluído. Até mesmo o ar do campo está sendo poluído pelos agricultores;

- todos os lares estão inundados de produtos químicos prejudiciais à saúde. Alvejantes — sabão em pó, aerosóis etc — são artigos comuns. Muitos produtos de higiene pessoal e cosméticos amplamente usados são nocivos;

- a revolução industrial mudou o modo como as pessoas trabalham. Mudou, também, as doenças de que sofrem. A revolução da informática está mudando o modo como trabalhamos. E, novamente, está mudando as doenças de que sofremos. Câncer testicular (comum entre limpadores de chaminés) pode ter-se tornado raro. Mas outras formas de câncer estão se tornando mais freqüentes agora que muitos passam a vida cercados de aparelhos elétricos. Sistemas de aquecimento central e de ar condicionado em fábricas, escritórios, lojas e aviões etc asseguram a ampla disseminação dos agentes causadores de infecção;

- nossa moderna obsessão por vacinas pode ser responsável por muitas doenças — com possíveis vínculos que abrangem do autismo ao câncer;

- a obesidade tornou-se endêmica em alguns países ocidentais como, por exemplo, nos Estados Unidos. Os americanos, em sua maioria, não são agradavelmente roliços, são gordos mesmo;

- o uso disseminado de eletrodomésticos (como fornos de microondas e telefones celulares) significa que a incidência de câncer (principalmente entre crianças e jovens) continuará aumentando;

- os médicos, ao terminarem a consulta, automaticamente pegam o bloco de receitas. Ao receitar mais do que seria necessário, tornaram-se uma das principais causas de morte prematura e doença;

- tratamentos alternativos eficazes — muitos utilizados há séculos — estão sendo proibidos por governantes que constam das folhas de pagamento da indústria farmacêutica e da indústria médica, controlada pelos laboratórios;

- o estresse é endêmico há tempos, mas uma nova forma de estresse, o estresse tóxico, é sem dúvida causa importante de doenças;

- somos constantemente desencorajados a assumir qualquer responsabilidade por nossa própria saúde e nossa própria vida. A sociedade em que vivemos está assumindo mais e mais autoridade sobre nossas vidas. Porém, não leva essa responsabilidade a sério. Esta lista poderia continuar, mas o exposto é suficiente para provar que a nossa saúde está se deteriorando por causa — não apesar — dos progressos da ciência.




Fonte: Dr. Vernon Coleman's, Health Letter, Vol 4, nº 12, julho 2000

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Brasil registra recorde de intoxicações por medicamentos


O último relatório da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), ainda não publicado, revela que as intoxicações por remédio bateram recorde. Em todo País, foram 32.884 casos diagnosticados, uma média de três ocorrências por hora.

São Paulo lidera a lista, com 41% dos casos (13.471). Desde o ano 2000, é a primeira vez que o número supera a marca das 10 mil reações. Os dados foram coletados em 2006. As primeiras informações apontam aumento de 30% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 25.179 casos no Brasil.

Para especialistas, um dos motivos que explicam o aumento de intoxicação também justifica a posição do Estado no topo do ranking brasileiro. Quanto melhor o sistema de notificação, maior a estatística. É consenso entre as entidades de saúde que a proliferação de usuários intoxicados por remédios resulta do consumo excessivo, falta de conhecimento sobre as contra-indicações e automedicação
"A cultura de automedicação no Brasil é perversa. Farmácias vendem remédios como qualquer mercadoria", lamenta Francisco Júnior, presidente do Conselho Nacional de Saúde. Outro agravante foi identificado no estudo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Na avaliação de 19 embalagens de remédios, alguns deles de tarja preta, foi constatado que as bulas têm informações incompletas e até incentivam a automedicação. "Na maioria, não constavam todas as contra-indicações, algumas até ignoravam a necessidade de recomendação médica ", fala a coordenadora do Idec, Karina Grou.

Orientação

Para o médico Antônio Barbosa Silva, do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, a orientação clínica é ignorada pela maior parte das farmácias. "E as medicações são comercializadas antes de estudos consistentes. Os brasileiros acabam como cobaias da indústria farmacêutica."
Em um estudo com 776 famílias, a pesquisadora da Unicamp Francis Tourinho concluiu que quase 60% das crianças e adolescentes são adeptos da automedicação. "Diante da dificuldade para conseguir consulta no serviço público, o doente muitas vezes não encontra outra solução além de tomar remédio por conta própria", diz ela que constatou que a prática é 1,5 vez maior em usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

fonte: Agência Estado